O empréstimo ajudará o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) a apoiar o sistema de inovações do setor, aumentar sua capacidade de gerar e transferir novas tecnologias, produtos e processos, ampliar a cobertura dos serviços de extensão rural e centrar mais atenção em pequenos produtores.
O programa deve ajudar a manter altas taxas de produtividade agrícola e levar pelo menos 40% dos agricultores argentinos a adotar tecnologias apoiadas pelo INTA com o objetivo de estimular o uso sustentável de recursos naturais.
Cerca de US$ 88 milhões serão destinados a ampliar a capacidade de pesquisa e desenvolvimento do INTA, aumentando e melhorando sua produção técnica e científica. Outros US$ 17 milhões serão usados para promover contatos e integração com outras instituições públicas e privadas, tanto locais como estrangeiras.
O programa dedicará US$ 43 milhões à difusão do conhecimento gerado para melhorar a transferência de tecnologia e os processos de extensão, com ênfase especial na agricultura familiar, a fim de promover o uso de tecnologias adequadas a cada área. Desenvolverá ainda conselhos de extensão rural e redes de pesquisa locais com a participação da sociedade civil, inclusive as comunidades indígenas.
Os recursos também financiarão a construção de um prédio sede para o INTA com o objetivo de reunir a administração em um único local, levando a grandes economias em aluguéis de escritórios e uma redução de 30% nos custos com eletricidade. Além disso, os 29 sistemas de gestão existentes serão fundidos em cinco, melhorando o acesso a informações e permitindo um corte de US$ 0,8 milhão em despesas de comunicações e transferências.
O empréstimo do BID tem prazo de 25 anos, com período de carência de cinco anos e taxa de juros variável baseada na Libor.
(Redação - Agência IN)