Ibovespa descola de Wall Street e sobe 0,8% puxado por Vale

SÃO PAULO, 22 de setembro de 2010 - Apesar do viés negativo estabelecido em Wall Street, o Índice Bovespa seguiu firme nesta quarta-feira e encerrou no azul. O bom comportamento das ações da Vale aliado aos setores bancário e de construção civil sustentou o dia de ganhos. No final dos negócios, o Ibovespa avançou 0,89%, aos 68.325 pontos. O giro financeiro fechou em R$ 7,435 bilhões.

Segundo Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos, a ação da Vale está barata e isso chama a atenção, já que o preço está menor em comparação com as demais blue chips. "O papel está muito vinculado com a China e os dados de lá tem vindo com crescimento muito forte", disse. As ações da mineradora subiram 1,56%.

Nesta linha, os papéis do segmento de construção civil se destacaram entre as maiores oscilações positivas do Ibovespa, com os da MRV (ON) em alta de 5,76% e os da PDG Realty (ON) com valorização de 4,40%. Além disso, segundo Lembi, as ações do setor bancário também garantiram o avanço da sessão. Segundo ele, como as ações da Petrobras estão fracas, os investidores focam em outros papéis com grande liquidez, como dos bancos. Os papéis do Itaú Unibanco (PN) cresceram 0,67%, enquanto do Banco do Brasil (BB) (ON) e do Bradesco subiram 1,33% e 0,68%, respectivamente.

No lado das empresas, a Usiminas informou que o primeiro dos quatro grandes investimentos em curso com foco em agregação de valor e redução de custos já está em operação. Com investimento de aproximadamente R$ 700 milhões, a coqueria 3 tem capacidade para produzir 750 mil toneladas de coque por ano.

No cenário externo, as atenções dos investidores estiveram voltadas para indicadores da economia norte-americana que vieram abaixo das expectativas dos analistas. Isso porque o índice de preços de imóveis caiu 0,5% em julho deste ano, enquanto o mercado estimava recuo de 0,2%.

Já o número dos empréstimos hipotecários nos Estados Unidos na semana encerrada dia 10 de setembro caíram 1,4%, em relação à semana anterior. Ainda por lá, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou hoje que as normas expressas no acordo denominado Basileia III trazem mais equilíbrio aos bancos.

(Déborah Costa - Agência IN)