Coqueira 3 da Usiminas entra em operação

SÃO PAULO, 22 de setembro de 2010 - A Usiminas (USIM3, USIM5 e USIM6) comunicou que o primeiro dos quatro grandes investimentos em curso na Usiminas com foco em agregação de valor e redução de custos já está em operação. Com investimento de aproximadamente R$ 700 milhões, a coqueira 3 tem capacidade para produzir 750 mil toneladas de coque por ano.

Segundo a companhia, a entrada em operação da nova coqueria é o primeiro passo para a autossuficiencia em coque na usina de Ipatinga. Quando as coquerias 2 e 3 estiverem em plena operação, a coqueria 1, que está no fim da sua vida útil e opera desde a fundação da usina, será desativada.

"Estamos sempre atentos a oportunidades de redução de custos operacionais e é isso que estamos alcançando com a entrada em operação da nova coqueria", destaca o Vice-Presidente Industrial interino da Usiminas, Marco Paulo Penna Cabral.

Com toda a demanda da usina de Ipatinga suprida pela produção própria de coque, a Usiminas elimina a sua exposição contra movimentos bruscos do preço do insumo no mercado externo.

"Com a nova coqueria, a Usiminas avança na estratégia de verticalização da produção, o que se reflete em um progresso em termos operacionais, econômicos e ambientais", ressalta Cabral.

A montagem eletromecânica da obra foi feita pela Usiminas Mecânica, empresa de bens de capital do grupo Usiminas, com 12.900 toneladas de estruturas metálicas e equipamentos. Cerca de 5 mil empregos diretos foram gerados no pico das obras.

De acordo com a empresa, a coqueria 3 faz parte de uma ampla agenda de investimentos da Usiminas com foco em agregação de valor e redução de custos. Apenas os investimentos atualmente em curso possibilitarão a companhia adicionar 2,6 milhões de toneladas de produtos de maior valor agregado ao mercado, ampliando o atendimento aos setores-chave no crescimento do Brasil nos próximos anos, como automotivo, naval e de óleo e gás.

A produção de chapas grossas - para a industria naval e de petróleo - será ampliada em 450 mil toneladas/ano na usina de Ipatinga. Paralelamente, está sendo instalada nova tecnologia (Resfriamento Acelerado ou CLC) que permitirá a fabricação de chapas de alta resistência, que terão aplicação na exploração de petróleo na camada pré-sal.

Outro investimento na usina de Ipatinga e a nova linha de galvanização a quente, com foco nos mercados automotivo e de linha branca. A capacidade do grupo será ampliada em 550 mil toneladas/ano. Na usina de Cubatão, o principal projeto é a nova linha de tiras a quente, com capacidade de produção de 2,3 milhões de toneladas/ano.

O equipamento vai possibilitar a expansão da participação no segmento industrial, como nos setores de autopeças e de bens de capital. O coque é um combustível gerado a partir do carvão mineral e é utilizado como redutor do minério de ferro nos altos-fornos siderúrgicos.

(Redação - Agência IN)