Pela manhã o dólar ensaiou uma queda, com os investidores analisando os resultados corporativos de bancos europeus como UBS e Deutsche Bank, e da indústria química norte-americana DuPont.
No entanto, a decepção veio do índice de confiança do consumidor norte-americano, que havia recuado significativamente em junho, tornou a baixar em julho. O indicador calculado pelo instituto Conference Board caiu para 50,4 pontos neste mês, após os 54,3 em junho, resultado que veio um pouco abaixo das expectativas.
Dados do balanço de pagamentos e do fluxo cambial, em meio ao cenário externo ainda em fase de recuperação, além da continuidade das atuações moderadas do Banco Central (BC), são suficientes para manter as cotações do dólar flutuando no intervalo de R$1,75 a R$1,80, avalia Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK.
Nas mesas de operações, os agentes ainda mantêm alguma expectativa quanto à realização de leilão de swap cambial reverso pelo BC. Esse tipo de operação nada mais é do que compra de dólares no mercado futuro pelo BC.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se disse favorável a uma atuação do BC no mercado futuro de câmbio, o que poderia ser feito por meio da oferta de contratos de swap reverso ou limitando a exposição cambial dos bancos.
Um dia após a autoridade monetária anunciar que o déficit em conta corrente do Brasil, no mês passado, foi o pior desde 1947, o ministro da Fazenda garantiu que isso não representa uma ameaça ao crescimento do país, mas sim o resultado desse mesmo crescimento. Para ele, a situação deve se reverter a partir de 2012, e o déficit já estava previsto devido ao sucesso do Brasil no enfrentamento da crise. Ele ressalta ainda que o mercado de câmbio não está levando em conta o déficit em conta corrente do país, o que acontecerá em "algum momento" com tendência de desvalorização do real.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)