Dados do balanço de pagamentos e do fluxo cambial, em meio ao cenário externo ainda em fase de recuperação, além da continuidade das atuações moderadas do Banco Central (BC), são suficientes para manter as cotações do dólar flutuando no intervalo de R$1,75 a R$1,80, avalia Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK.
Por outro lado, a executiva ressalta que, para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, são necessárias a implementação de medidas estruturais de médio e longo prazo e não um controle mais intenso da taxa de câmbio.
Por aqui, na agenda do dia o BC divulgará, mais tarde, a nota de política monetária e operações de crédito.
Na Europa o pregão é de alta liderada pela valorização do setor financeiro. Os bancos UBS e Deutsche Bank divulgaram resultados corporativos que superaram as expectativas dos analistas, impondo um viés positivo ao mercado acionário. Outro fator que impulsiona a alta dos papéis de bancos foi o Acordo de Basiléia 3, que endurece os requerimentos de capital mínimo dos bancos, promovendo no longo prazo a estabilidade do sistema bancário.
Nos EUA os futuros operam em alta, seguindo o desempenho do mercado europeu, destaque para a divulgação da confiança do consumidor.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)