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Taxa de juros em operações de crédito têm a 5ª elevação no ano

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SÃO PAULO, 15 de julho de 2010 - As taxas de juros das operações de crédito foram novamente elevadas em junho, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A quinta elevação do ano pode ser atribuída à alta de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), promovida pelo Banco Central no mês passado.

Para pessoa física, das seis linhas pesquisadas, a única que não registrou aumento foi o cartão de crédito rotativo. A taxa de juros média geral foi elevada em 0,04 ponto percentual, o que representa alta de 0,58%, passando de 6,86% ao mês em maio de 2010 para 6,90% ao mês em junho de 2010. Esta é a maior taxa média registrada desde de fevereiro deste ano.

Para pessoa jurídica, todas as linhas de crédito foram elevadas e a taxa de juros média aumentou 0,05 ponto percentual - uma alta de 1,36% - passando de 3,67% ao mês em maio de 2010 para 3,72% ao mês em junho de 2010. É a maior taxa média desde novembro de 2009.

De acordo com Miguel Ribeiro de Oliveira, coordenador da área de pesquisas da Anefac, apesar da quinta alta registrada em 2010, a perspectiva é de que tanto as taxas, quanto as condições de crédito (ampliação dos prazos, aumento do volume emprestado, maior flexibilidade) melhorem.

"Daqui para frente, devemos ter reduções das taxas para pessoa física e jurídica em patamares superiores às quedas da Selic. Devemos, inclusive, ter períodos em que a Selic vai ficar inalterada e as taxas de juros serão reduzidas", prevê o economista.

Para essa mudança de cenário, Ribeiro de Oliveira aponta fatores como a maior competição no sistema financeiro; melhora do ambiente econômico com menor risco de inadimplência; a introdução do Cadastro Positivo; e a maior pressão do governo junto aos bancos para a redução do Spread bancário.

Outro fator que deve estimular a redução dos juros é "o crescimento do crédito nos bancos privados por terem perdido espaço para os bancos públicos no período da crise econômica", explica Ribeiro de Oliveira.

(Redação - Agência IN)