"Era esperada alta de 10,5% para o PIB da China no segundo trimestre deste ano. Veio acréscimo de 10,3%, um pouco abaixo do esperado, no entanto, não me parece fazer sentido imaginar que um crescimento de 10,3% possa ser ruim. Muito pelo contrário, o dado mostra que a China faz bem sua parte para a recuperação da economia mundial", disse. Ele ainda acrescentou que os outros dados divulgados hoje no gigante asiático, como produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos, vieram excepcionalmente bons.
Mesmo assim, os principais índices acionários da Ásia encerraram a sessão com queda. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei 225 perdeu de 1,12%, fechando aos 9.685,53 pontos. Em Seul, o índice Kospi caiu 0,38% para 1.751,29 pontos. Em Xangai, o índice Xangai Composto recuou 1,87% para 2.424,30 pontos e por fim, o índice Hang Seng, principal indicador de Hong Kong, perdeu 1,48%% para 20.255,62 pontos. "As vezes o mercado emite sinais pouco realistas", analisou Perfeito.
O economista considerou ainda que a queda nas bolsas do continente pode ser atribuída à realização de lucros. "Apesar da baixa de hoje, a Bolsa de Tóquio, por exemplo, ainda acumula valorização de 3% no mês. Os investidores, de certa forma, ficam procurando desculpas para embolsarem os lucros", disse.
Além dos indicadores, Perfeito destacou que a atenção dos investidores, mais do que nunca, volta-se para balanços corporativos. "100% dos dados corporativos revelados até agora vieram melhores do que o previsto."
Nesta manhã, o JPMorgan Chase informou hoje ter reportado lucro líquido de US$ 4,795 bilhões no segundo trimestre deste ano, disparando 76% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando os ganhos somaram US$ 2,721 bilhões. "O resultado veio 53% melhor do que o esperado", enfatizou.
"No segundo trimestre deste ano, vimos muitos economistas alarmados com a situação financeira mundial, o que gerou pessimismo em relação aos balanços do segundo trimestre deste ano. E o que estamos vendo, é que eles estão errando feio. Há uma surpresa positiva, que deverá favorecer o desempenho dos negócios nos próximos dias, já que fica claro que as coisas não estão ruins como muita gente imaginava", avaliou.
São aguardados ainda para hoje a divulgação de dados importantes nos Estados Unidos, como a produção industrial e os novos pedidos de seguro-desemprego. Após o pregão, tem o balanço do Google.
Na Europa, as principais bolsas registram ganhos tímidos. Instantes atrás, o índice FTSE-100, de Londres, avançava 0,01%, aos 5.254 pontos, o CAC-40, de Paris, tinha alta de 0,29%, aos 3.643 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,34% aos 6.230 pontos.
No cenário interno, além de acompanhar atentamente as notícias externas, os agentes aguardam a divulgação dos dados do Cageg. No mercado acionário, o Ibovespa deverá operar atrelado aos índices de Wall Street.
(Carina Urbanin - Agência IN)