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Cautela externa prevalece, mas Ibovespa encerra no azul

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São paulo, 15 de julho de 2010 - Notícias caracterizadas como negativas nos Estados Unidos e China pesaram sobre o desempenho da BM&FBovespa. Apesar de operar boa parte do dia no vermelho, o Ibovespa inverteu a tendência nos últimos minutos dos negócios replicando a virada nas bolsas dos EUA. Com isso, o índice acionário subiu 0,02%, aos 63.489 pontos. O giro financeiro da bolsa totalizou R$ 5,076 bilhões.

Hoje o dia já começou tenso na BM&FBovespa. Isso porque o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 10,3% no segundo trimestre deste ano, quando comparado com o anterior. Os analistas estimavam alta de 10,5%.

"Como ficou abaixo do estimado pelo mercado, os agentes aproveitaram para desfazer posições em um momento que se fala muito em dificuldades em relação à sustentação do crescimento nos Estados Unidos, gerando mais um ruído nesta linha", avaliou Eduardo Otero, economista da Um Investimentos.

Ainda do lado dos indicadores só que nos Estados Unidos, os investidores digeriram que o Índice de Preços ao Produtor (PPI) recuou 0,5% em junho - queda maior do que a esperada (0,1%). No mesmo sentido, a produção industrial na região de Nova York também recuou em julho, para 5,1 pontos. Já os pedidos por seguro-desemprego caíram para 429 mil na última semana.

Na contramão, o balanço do JPMorgan Chase superou as estimativas dos analistas, no entanto, foi deixado de lado devido ao viés negativo. A instituição financeira registrou lucro líquido de US$ 4,795 bilhões no segundo trimestre deste ano, disparando 76% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando os ganhos somaram US$ 2,721 bilhões.

Diante deste cenário, principalmente da China, as commodities desvalorizaram-se e puxaram para baixo o desempenho do Ibovespa durante o dia. As ações da Vale (PN) e Petrobras (PN) encerraram com recuo de 0,96% e 0,69%, nesta ordem. E as da Gerdau (PN) perderam 0,46%.

Se por um lado, os papéis ligados aos insumos pesaram no índice acionário, por outro, as ações dos setores de consumo e construção civil ajudaram para que as perdas não fossem maiores. Dentre as maiores oscilações do Ibovespa ficaram as da PDG (ON) e Rossi (ON), com avanço de 2,86% e 2,44%, respectivamente. Segundo o economista, o segmento de consumo reflete a melhora do cenário doméstico, enquanto que o de construção civil está relacionado com as perspectivas positivas para o desempenho das empresas.

(Déborah Costa - Agência IN)