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Secretário do MDIC acredita que PIB não ultrapasse 6%

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PARIS, 2 de julho de 2010 - A Conferência "The Brazil Business Summit", realizada hoje, em Paris, pela revista The Economist, reuniu boa parte da nata empresarial do Brasil e da França, sob o pretexto de discutir o atual ambiente de negócios e se o sucesso do País nos últimos anos continuará ou não.

A análise da prestigiosa publicação inglesa é que sim, irá continuar, mas há que se prestar atenção e ainda corrigir determinados gargalos, como a adequação da infra-estrutura para o nível crescente de demanda no mercado interno e o controle desta por meio da taxa básica de juros pelo Banco Central (BC).

Os jornalistas John Prideaux, ex-chefe da sucursal no Brasil, atual editor da home-page e John Bowler, diretor da editoria de análises de risco de países receberam nada menos que cartorze empresários, entre brasileiros e europeus, em quatro painéis distintos, ante uma platéia de cerca de cem executivos das principais organizações empresariais européias.

Pelo Governo Brasileiro estiveram presentes o professor Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como o Keynote Speaker, discursando a respeito dos futuros investimento em infra-estrutura para a diminuição das desigualdades regionais e ainda Samuel Pinheiro Guimarães, Ministro de Assuntos Estratégicos e Welber Barral, Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Perguntado o que achava da informação de que o Bacen havia elevado a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 para 7,3% face aos 5,8% divulgados anteriormente, Barral respondeu que tanto o MDIC quanto a Fazenda não consideram que o número final seja superior a 6%, mesmo com o importante registro de crescimento obtido no primeiro trimestre do corrente ano mas que acreditava que as expectativas são muito positivas para a atual manutenção da atividade econômica e de negócios.

Entre os participantes estrangeiros podemos destacar o seu consenso em afirmar que a mão-de-obra brasileira é excepcionalmente bem preparada e que rapidamente a utilizam em outras operações mundo afora, que apreciam o atual ambiente de negócios, com arcabouço jurídico e regulações bem definida.

Já entre todos, brasileiros e estrangeiros, o aspecto negativo que mais incomoda é a falta da tão esperada reforma fiscal que, segundo a maioria, teria que vir em conjunto com as reformas da previdência e política.

(Pedro Nonato - Agência IN)