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Produção industrial fica estável em maio

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SÃO PAULO, 1 de julho de 2010 - A produção industrial brasileira registrou em maio deste ano o mesmo patamar de abril, com variação de 0% ante o mês anterior, já contra o mesmo mês do ano passado, houve acréscimo de 14,80%, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Assim, o indicador acumulado entre janeiro e maio de 2010 registrou expansão de dois dígitos (17,3%). Já nos últimos 12 meses (4,5%) foi o resultado mais elevado desde novembro de 2008 (4,8%), e avançou 2,2 pontos percentuais frente a abril (2,3%).

Dentre os 27 ramos industriais que compõem o índice, 16 registraram expansão em maio, na comparação com abril, enquanto 11 recuaram. As principais influência positivas partiram de: bebidas (4,8%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (6,1%), veículos automotores (1,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (5,7%), minerais não metálicos (1,9%) e celulose e papel (+1,7%).

Em sentido oposto, as maiores pressões negativas decorreram de: refino de petróleo e produção de álcool (-4,6%) - influenciado por paralisações técnicas programadas em refinarias do setor -, alimentos (-1,7%); farmacêutica (-4,6%) e produtos de metal (-3,0%).

Ainda ante abril, o setor de bens de capital (1,2%) registrou maior ritmo de crescimento e aumentou a sequência de taxas positivas (14 meses), com expansão de 42,5% nesse período. Os segmentos de bens intermediários e bens de consumo duráveis praticamente repetiram o patamar do mês anterior, ambos com variação positiva de 0,1%.

Já o setor de bens de consumo semi e não duráveis, com queda de 0,9%, registrou recuo pelo segundo mês seguido - perda de 2,2% no período.

O índice de média móvel trimestral (0,8%) reduziu o ritmo de crescimento frente a março (2,0%) e abril (1,3%), mantendo a trajetória ascendente iniciada em março de 2009. Bens de capital (2,6%) exibiu a maior expansão entre abril e maio, e manteve a sequência de taxas positivas iniciada em junho de 2009, seguido de bens intermediários (0,8%) e bens de consumo duráveis (0,2%).

Por outro lado, bens de consumo semi e não duráveis registrou o único resultado negativo (-0,3%), interrompendo oito meses de alta no indicador.

(CSU - Agência IN)