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Fusões no setor petrolífero devem acelerar com pré-sal

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SÃO PAULO, 1 de julho de 2010 - O Brasil deve assistir nos próximos meses uma nova onda de fusões e aquisições em toda a cadeia petrolífera - mas com personagens conhecidos. Avaliação da Ernst & Young sobre as perspectivas da indústria brasileira de petróleo mostra que boa parte dos negócios realizados ocorrerá entre fornecedores de bens e serviços já presentes no mercado nacional.

Carlos Alberto de Assis, sócio de serviços de assessoria da Ernst & Young especializado em riscos, lembra que o setor deve receber investimentos diretos de até US$ 190 bilhões até 2013, considerando investimentos da Petrobras, petroleiras e empresas da cadeia de fornecedores de bens e serviços. "A definição do marco regulatório do pré-sal, qualquer que seja, traz um cenário de maior segurança jurídica", avalia o executivo. "A dimensão das reservas e as perspectivas de lucratividade apresentadas, inevitavelmente colabora para atrair interessados".

A maior parte dos analistas vê um reequilíbrio do mercado de petróleo neste ano, com uma ampla capacidade de reservas capaz de atender aos aumentos da demanda. Os preços subiram significativamente, e essa tendência deve se manter com o aquecimento do setor. "A recuperação do preço do petróleo, aproximadamente US$ 60-80 o barril, significa que aumentou o número de projetos que se tornaram economicamente viáveis. É o caso dos projetos de exploração em águas profundas, que demandam investimento de capital de grande escala", explica Assis.

Projetos dessa natureza favorecem uma abordagem colaborativa. Já é possível observar essas tendências no mercado com a associação da Petrobras com uma série de empresas para o desenvolvimento de suas descobertas em águas profundas da costa brasileira, nas bacias de Campos e Santos.

Essa percepção reforça a expectativa de mais acordos entre empresas do setor neste semestre, inclusive com o investimento em novas regiões. "A exemplo do que já observamos no primeiro semestre, os negócios serão menos numerosos, mas deverão envolver um volume maior de recursos", explica Assis.

A avaliação é de que, a partir deste momento, os negócios serão realizados em duas etapas: na primeira, por meio de associações entre as empresas estrangeiras e a Petrobras, com objetivo de explorar as reservas do pré-sal. Depois, uma segunda frente de negócios será aberta por meio de parcerias e fusões, tanto por fornecedoras estrangeiras quanto nacionais, em busca de adequação aos padrões nacionais de conteúdo local.

(Redação - Agência IN)