Após flutuar entre R$ 1,792 e R$ 1,804, o dólar fechou em baixa de 0,33%, vendido a R$ 1,804. No mês, a moeda norte-americana acumulou baixa de 0,88%. No semestre, porém, a valorização chega a 3,5%.
Do exterior, o alívio partiu da Europa após a baixa demanda pelos financiamentos de três meses ofertados pelo BCE. No total, os bancos alocaram ? 131,9 bilhões, abaixo dos até US$ 250 bilhões estimados, tranquilizando os investidores com relação ao vencimento de ? 442 bilhões a serem honrados amanhã pelos bancos da zona do euro junto à autoridade monetária.
Por aqui, os investidores estiveram de olho no fluxo de dólares em direção ao País. Mas a conta permanece no vermelho neste mês. Segundo dados do Banco Central, o fluxo cambial está negativo em US$ 4,644 bilhões até o dia 25, resultado das saídas de US$ 3,127 bilhões do canal financeiro mais US$ 1,517 bilhão via comercial. Em maio, o saldo fechou positivo em US$ 2,605 bilhões. No ano, até o dia 25 de junho, o fluxo cambial permanece positivo e alcança US$ 2,999 bilhões.
Já as compras líquidas do BC somaram US$ 1,858 bilhão até o dia 25 de junho, contribuindo para o aumento das reservas internacionais brasileiras, que totalizaram no período, US$ 253,550 bilhões. Mantendo a rotina, o BC comprou dólares no mercado à vista.
Na avaliação do diretor-executivo da NGO, Sidnei Moura Nehme, a tendência ainda de curto prazo é de apreciação do real, com os bancos mantendo posições vendidas. "Mas em perspectiva, ao final do terceiro trimestre, a tendência deverá ser de valorização do dólar em meio às evidências de que os números de IED's e balança comercial estarão aquém das projeções e o déficit de transações correntes em alta", comenta.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)