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Temor de desaceleração na China derruba mercados; dólar sobe

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SÃO PAULO, 29 de junho de 2010 - O dia é de tensão nos mercados mundiais e o indicador antecendente da China é o catalisador dos negócios. E em meio à elevada aversão a risco, o preço das commodities caem, junto com as ações, enquanto o dólar se valoriza. No fim da primeira etapa, a moeda norte-americana subia 1,35%, a R$ 1,805 na venda.

No front chinês, o Conferece Board revisou para baixo os indicadores antecedentes - que reúne alguns dos principais dados econômicos do país. O dado cresceu cerca de 0,3% em abril, ao invés de 1,7% como divulgado anteriormente - na menor alta em cinco meses.

O Japão também produziu números negativos. Em maio, a taxa de desemprego subiu de 5,1% para 5,2%, acima do consenso (5%), enquanto a produção industrial se contraiu 0,1% no mês passado ante mês anterior. Já o consumo das famílias caiu 0,7% em maio, em base anual. "Os dados apontam para desaceleração do crescimento cujo principal motor é o setor externo, as exportações", observa o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

Traçando um cenário mais otimista, Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, avalia que com a proximidade do final do mês e do semestre, pode haver alguma recuperação das bolsas de valores, até mesmo como justificativa de melhorar performance de rentabilidade de grandes fundos de ações. Segundo ele, o mês de junho foi marcado pela volta do interesse do investidor estrangeiro por ativos brasileiros, em um sinal de que a aversão ao risco no mercado internacional possa estar se reduzindo. Até o dia 25, o fluxo de investimentos estrangeiros na Bovespa mostrava saldo mensal positivo de R$ 615 milhões. Com isto, o saldo negativo no acumulado do ano foi reduzido para R$ 2,2 bilhões.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)