ASSINE
search button

Piora da percepção com a economia global reduz prêmios dos DIs

Compartilhar
SÃO PAULO, 29 de junho de 2010 - A piora da percepção dos analistas com a economia global reduziu os prêmios dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) de longo prazo negociados na BM&FBovespa. Por outro lado, no curto prazo as projeções de juros sinalizaram ligeira alta. O contrato de DI com vencimento em janeiro de 2011 projetou taxa anual de 11,34%, ante 11,32% do ajuste anterior. Janeiro de 2012 apontou juro de 12,01%, frente aos 12,04% da véspera.

O cenário externo negativo e com fundamentos sustentáveis sobre as dificuldades de recuperação das economias desenvolvidas e um meio-freio no ritmo do crescimento chinês geram cautela no mercado financeiro. O dia foi de tensão nos mercados mundiais e o indicador antecedente da China foi o catalisador dos negócios. O Conferece Board revisou para baixo os indicadores antecedentes, que cresceu cerca de 0,3% em abril, ao invés de 1,7% como divulgado anteriormente - na menor alta em cinco meses.

Gabriel Goulart, analista da Mercatto Investimento comenta que uma desaceleração mais forte da economia mundial, diminui a possibilidade de novas elevações na taxa Selic, fixada em 10,25% ao ano, por isso a curva de juros futuros tende a cair, principalmente no longo prazo. Apesar da influência externa no mercado brasileiro, Goulart não acredita que o colegiado do Banco Central (BC) interrompa o aperto monetário no curto ou médio prazo. Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) o analista estima alta de 0,75 ponto percentual na taxa Selic.

Na agenda doméstica, a inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou em junho para 0,85%, após alta de 1,19% em maio. Em linha com as projeções do mercado.

Além disso, o Governo Central informou hoje ter registrado déficit primário de R$ 509,7 milhões em maio deste ano, contra superávit de R$ 16,6 bilhões em abril. Este é o pior resultado para o mês desde 1999, quando houve déficit de R$ 650 milhões.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)