O Conference Board revisou o indicador antecedente para o país asiático em abril, de alta de 1,7% para 0,3%. Após a notícia, as bolsas européias recuaram mais de 3%, as de Nova York mostram quedas superiores a 2%, dando sequência ao movimento de venda iniciado na Ásia. Inês Filipa, economista responsável pela ICap Brasil lembra que a divulgação de um indicador isolado não reflete uma tendência para a economia. "Mas diante de tantas incertezas, o dado reforçou uma maior aversão ao risco, permitindo uma realização de lucros", comenta.
Já Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO destaca que o primeiro semestre deve se encerrar sem otimismo, com possibilidade de retorno das tensões e agravamento das incertezas no cenário global na segunda metade do ano. "Passando pela Ásia, Europa e Estados Unidos, a onda negativa em torno das sérias dificuldades para a recuperação econômica global, possíveis retrocessos em meio a tendência à recessão - incluindo riscos para o sistema bancário - são fundamentos críveis de que o pior pode retornar e acaba por afetar também as expectativas para o Brasil, grande fornecedor de commodities ao mercado mundial", avalia o executivo, ressaltando que o temor de crescimento mais contido na China afeta diretamente o preço das matérias-primas e papeis de mineradoras.
Também hoje, indicadores econômicos no Japão pesaram sobre os negócios, como alta na taxa de desemprego em maio, queda na produção industrial e na produção de veículos. Para amanhã, os investidores aguardam a divulgação das pesquisas PMI sobre o desempenho da atividade manufatureira chinesa de junho, cuja expectativa é de moderado arrefecimento na margem, passando de 53,9 para 53,20 pontos - segundo mês seguido de desaceleração após registrar variação de máxima de 56,6 pontos em dezembro de 2009.
Mantendo a rotina, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)