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Crise europeia: Grécia e Espanha em greve

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Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Um dia de greves na Grécia e na Espanha destacaram terça-feira a resistência da população a medidas de austeridade, enquanto o euro e as bolsas caíam com a proximidade do prazo final para os bancos pagarem de volta a enorme injeção de dinheiro pelo Banco Central Europeu (BCE).

A quinta greve organizada neste ano por sindicatos gregos interrompeu os serviços de turismo e transporte público no país em protesto contra os planejados cortes na aposentadoria, e os trabalhadores espanhóis fecharam o metrô de Madri, enfurecidos com o corte de 5% nos salários do setor público.

O prêmio de risco dos bônus governamentais do sul da Europa sobre os bônus referenciais alemães aumentou e o custo de garantir sua dívida contra a moratória subiu, com os investidores ajustando-os às repercussões da crise de dívida grega no sistema financeiro no final do trimestre, um ponto de estresse tradicional.

Autoridades da zona do euro procuraram tranquilizar os mercados sobre o prazo dos bancos para pagar de volta a injeção de liquidez recorde de 442 bilhões de euros.

A ministra da Economia espanhola, Elena Salgado, disse esperar que o BCE esteja ciente da situação de desgaste dos bancos da Espanha.