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Aversão ao risco toma conta dos negócios

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SÃO PAULO, 29 de junho de 2010 - A aversão ao risco tomou conta dos negócios nesta terça-feira. Os investidores resolveram desfazer posições nas principais praças acionárias mundiais diante de números negativos da China e dos Estados Unidos. A informação de que os indicadores antecedentes chineses foram revisados de uma alta de 1,7% em abril para apenas 0,3% prejudicou o humor dos agentes.

Com isso, as bolsas europeias tiveram perdas acima de 3%, refletindo esta questão na China e também a indicadores do velho continente. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, caiu 3,10%, aos 4.914 pontos, o DAX, de Frankfurt, recuou 3,33%, aos 5.952 pontos e o CAC-40, de Paris, teve desvalorização de 4,01%, aos 3.432 pontos.

Nos Estados Unidos, para piorar a situação, o mercado digeriu à informação de que a confiança do consumidor norte-americano caiu para 52,9 pontos em junho. O dado colaborou para a intensificação das vendas de ações nas bolsas de Wall Street, que acabaram com decréscimo significativo. Em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average perdeu 2,65%, aos 9.870 pontos. O S&P 500 recuou 3,10%, aos 1.041 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq caiu 3,85%, aos 2.135 pontos.

Na Argentina, a aversão ao risco também dominou os negócios, com o Índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires marcando retração de 4,32%, aos 2.193 pontos.

E no Brasil, o Ibovespa replicou a tensão externa e registrou desvalorização de 3,5%, aos 61.977 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 7,633 bilhões. O desempenho refletiu ainda o recuo dos preços dos insumos, pesando diretamente sobre o índice.

Ainda internamente, na renda fixa, as projeções de juros futuros subiram no curto prazo e caíram no longo. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 11,34%. No câmbio, o dólar comercial finalizou em alta, vendido a R$ 1,81.

E por último nas commodities, os preços do petróleo no mercado internacional desabaram diante da preocupação dos investidores com a desaceleração da economia chinesa. O barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em agosto, caiu 3% vendido a US$ 75,87 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento também em agosto, registrou decréscimo de 2,9% cotado a US$ 75,36 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)