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À espera de dados dos EUA, pessimismo reaparece

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SÃO PAULO, 22 de junho de 2010 - Apesar da China ter fixado hoje uma taxa do iuane com leve alta em relação ao dólar, após se comprometer durante o final de semana com uma moeda chinesa mais flexível, os investidores parecem deixar o bom humor de lado na sessão de hoje. Com a agenda econômica um pouco mais movimentada tanto aqui, como no cenário externo, a cautela volta à cena.

Na Ásia, os principais índices acionários encerram o pregão em queda. A Bolsa de Valores de Seul encerrou em baixa. O índice Kospi caiu 0,47% para 1.731,48 pontos. No mesmo sentido, em Tóquio, O índice Nikkei 225 caiu 1,22%, para 10.112,89 pontos. Em Xangai, o índice Xangai Composto recuou 0,10% para 2.588,70 pontos e na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,45% para 20.819,08 pontos.

Na Europa também prevalece o movimento vendedor. Há pouco, o índice FTSE-100, de Londres, caia 1,66%, aos 5.211 pontos, o DAX, de Frankfurt, descia 0,85%, aos 6.239 pontos e o CAC-40, de Paris, desvalorizava de 1,22%, aos 3.690 pontos.

E no continente, hoje foi revelado que a conta corrente na zona do euro (corrigida sazonalmente) em abril registrou déficit de ? 5,1 bilhões.

E a atenção dos agentes deve voltar-se hoje para dados norte-americanos. Por lá, está prevista a divulgação do índice de venda de imóveis pendentes, dos preços dos imóveis e a atividade industrial da região de Richmond. Para Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos, os indicadores sobre o mercado imobiliário dos Estados Unidos deverão ditar o rumo dos negócios hoje.

Na cena interna, foi revelado há pouco que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,19% em junho, taxa inferior à de maio (0,63%). Com esse resultado, a variação do IPCA-E (acumulado do IPCA-15) ficou em 1,30% no segundo trimestre deste ano, pouco abaixo do segundo trimestre de 2009 (1,33%), e fechou o primeiro semestre de 2010 com 3,35%, resultado superior ao de igual período do ano anterior (2,49%).

(Carina Urbanin - Agência IN)