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SÃO PAULO - Uma pesquisa feita com 1.015 executivos brasileiros apontou que 73% dos empresários esperam lucrar em 2010 mais do que no ano passado, informou a Serasa Experian nesta segunda-feira. Já 19% acham que o lucro será igual, e 8% creem que cairá.
O setor de serviços é o mais otimista, com 75% dos empresários acreditando em um faturamento superior, segundo o levantamento, principalmente os das grandes empresas, que têm 78% de seus executivos esperando melhores resultados que em 2009. As regiões Norte e Nordeste concentram 87% e 84% de empresários que acreditam em lucrar mais que no ano passado até o fim de 2010.
Em relação ao terceiro trimestre, 59% dos empresários disseram que vão rever as estimativas de faturamento. Desta parcela, 84% vão rever o lucro para cima, e 16% para baixo, afirmou a Serasa.
Segundo o levantamento, o setor de serviços é o que mais concentra empresários otimistas com o lucro neste período, com 86% respondendo que vão revisá-lo para cima. Em seguida, aparecem comércio (84%) e indústria (79%).
As médias e pequenas empresas lideram o indicador de expectativa da Serasa, com 85% e 84% dos empresários acreditando num faturamento superior no terceiro trimestre de 2010. As regiões Nordeste e Norte são as mais otimistas, com 91% e 90%, respectivamente, de empresários afirmando que esperam lucro maior no período.
O setor financeiro é o que mais pretende contratar no terceiro trimestre, com 45% de empresários otimistas com novos postos. Do total de todos os setores, 62% dos entrevistados disseram que o quadro de funcionários não vai sofrer alterações.
Na região Norte, 40% dos empresários pretendem contratar mais trabalhadores no terceiro trimestre, enquanto no Sudeste e no Sul essa porcentagem cai para 30%, disse a Serasa.
No terceiro trimestre, 33% das empresas vão investir mais, segundo a pesquisa, principalmente as médias e grandes, com 36% e 35%, respectivamente, de empresários dispostos a ampliar gastos no período.
Ainda segundo o estudo, as condições de crédito para o terceiro trimestre deste ano vão permanecer as mesmas, segundo 52% dos entrevistados; 29% acreditam que vão melhorar, e 19%, piorar.