Bolsas dos EUA fecham em direções opostas em dia volátil

SÃO PAULO, 8 de junho de 2010 - A volatilidade mais uma vez permaneceu e alimentada pelos temores quanto à situação econômica dos países europeus afetou os principais índices acionários de Wall Street, que fecharam sem direção definida.

Ao final dos negócios, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average ganhou 1,26%, aos 9.939 pontos. O S&P 500 subiu 1,10%, aos 1.062 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq perdeu 0,15%, aos 2.170 pontos.

Hoje, Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), afirmou que a economia dos Estados Unidos está em processo de recuperação. A declaração trouxe um pouco de tranquilidade para o mercado, mas não foi suficiente para segurar as altas.

"O discurso do Bernanke ajudou, mas não teve tanto peso e acabou não tendo o impacto desejado, já que ainda são grandes as preocupações quanto ao ritmo de recuperação econômica da Europa e o quanto ela vai afetar o crescimento norte-americano", explicou Álvaro Bandeira, diretor da Ágora Corretora.

O executivo disse que a recuperação dos EUA começou provavelmente em algum momento do verão passado. A notícia "muito boa", acrescentou, é que os investimentos das empresas e os gastos dos consumidores parecem estar assumindo "as rédeas", no momento em que o governo inicia justamente o processo de retirada dos estímulos da economia.

Por outro lado, o Banco Central Europeu (BCE) realiza na quinta-feira sua reunião mensal em um contexto agitado, marcado pela desvalorização do euro e por uma nova crise de confiança nos bancos do continente que ameaça a incipiente reativação econômica.

O Conselho de Governo, composto por seis membros do Comitê Executivo e por presidentes dos bancos centrais de 16 países da zona do euro, vai se reunir na sede da entidade em Frankfurt para revisar a política monetária. No encontro, não há dúvida de que a taxa de juros será mantida no nível histórico de 1%.

(Humberto Domiciano - Agência IN)