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Bolsas caem com dados dos EUA e temor na Europa

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SÃO PAULO, 4 de junho de 2010 - As principais bolsas de valores mundiais operam em queda, devido aos dados do mercado de trabalho norte-americano e, mais uma vez, a tensão na Europa por conta do elevado déficit da Hungria.

Nos Estados Unidos, Wall Street iniciou as negociações no vermelho, refletindo números negativos. A economia do país criou 431 mil postos de trabalho em maio, ante o mês anterior, impulsionado pela contratação para o censo 2010. Os analistas estimavam abertura de 500 mil vagas. Já a taxa de desemprego caiu para 9,7% no período.

Na Europa, a crise financeira parece abrir mais um capítulo com o provável contágio para a Hungria, fazendo com que os índices acionários terminassem com quedas. Diante disso, ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, perdeu 1,63%, aos 5.120 pontos, o DAX, de Frankfurt, recuou 1,91%, aos 5.938 pontos e o CAC-40, de Paris, desvalorizou 2,86%, aos 3.455 pontos.

Um porta-voz do novo governo húngaro, na tentativa desastrosa de acalmar os mercados, disse que o país estava empenhado em prevenir uma crise parecida com a grega, afirmando que "a Hungria estava em uma situação financeira severa".

Também exerce pressão sobre as negociações nas bolsas europeias o rumor a respeito do grupo Societé Generale. Segundo investidores, as possíveis perdas com derivativos seriam a principal razão para a forte queda nos preços das ações do terceiro maior banco francês nesta sexta-feira.

Pela manhã, foi divulgado que o PIB da zona do euro subiu 0,2% no primeiro trimestre de 2010, ante o trimestre anterior. Em contrapartida, o consumo das famílias caiu 0,1% na zona do euro e 0,2% na União Europeia.

Por aqui, o Ibovespa registra queda superior a 1% influenciado pelas notícias norte-americanas e européia. No campo corporativo, o banco mundial aprovou o empréstimo de US$ 495 milhões para o Brasil, para investimento da Eletrobrás em projetos de energia no norte e nordeste.

Na renda fixa, os juros futuros operam sinalizando queda nos contratos. Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,95%. No câmbio, o dólar fechou a primeira etapa dos negócios em alta, vendido a R$ 1,84.

(Redação - Agência IN)