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Fed incentiva concessões ao nicho que gera empregos

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Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - A persistente alta taxa de desemprego nos Estados Unidos continua a ser uma importante preocupação para o presidente do Federal Reserve (o banco central americano), Ben Bernanke, mesmo com a economia apresentando expansão há quase um ano. Durante discurso em Detroit quinta-feira, em uma reunião com representantes de pequenas empresas de Michigan, Bernanke afirmou que o Fed está incentivando os bancos a conceder empréstimos a pequenos negócios dignos de crédito, que têm papel chave na criação de empregos.

O alto desemprego impõe pesados custos aos trabalhadores e suas famílias, assim como à sociedade como um todo declarou Bernanke.

O relatório mensal de empregos do governo dos EUA, previsto para ser divulgado sexta-feira, deve mostrar que as folhas de pagamentos incharam bastante em maio, já que a economia americana continuou a crescer. Mas grande parte do aumento deve vir de contratações de trabalhadores temporários. Além do mais, a subida pode não ter sido suficiente para reduzir significativamente a taxa de desemprego de 9,9% registrada em abril.

O executivo destacou a diminuição de crédito a pequenos negócios, que passou de US$ 700 bilhões no segundo trimestre de 2008, para cerca de US$ 660 bilhões no primeiro trimestre de 2010.

Bernanke afirmou que fica difícil saber o quanto desta redução deve-se à menor demanda por empréstimos pelas pequenas empresas e o quanto as condições mais duras dos bancos são as responsáveis. Seja qual for a razão, o Fed está tentando assegurar que as pequenas empresas merecedoras consigam o crédito necessário.

Serviços

A maioria dos bancos americanos dificultou os empréstimos no primeiro trimestre deste ano. As grandes instituições facilitaram alguns padrões de crédito comercial e industrial, mas para companhias maiores. Bernanke não fez previsões sobre a política monetária americana.

A atividade do setor de serviços dos Estados Unidos cresceu pelo quinto mês consecutivo em maio e contratou trabalhadores pela primeira vez desde dezembro de 2007, de acordo com um relatório da indústria publicado quinta-feira.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que o seu índice manteve-se no patamar 55,4 no mês passado, inalterado na comparação com abril. A mediana apurada entre 68 economistas apontava uma leitura de 55,5.

A leitura está acima de 50, marca que separa crescimento de contração. O componente de emprego avançou para 50,4 ante 49,5 em abril, enquanto a atividade empresarial avançou para 61,1 contra 60,3.