Jornal do Brasil
BRUXELAS - Protesto seria em 29 de setembro, em Bruxelas, informa confederação
Os sindicatos europeus anunciaram quarta-feira planos de realizar um Dia Europeu de Ação em 29 de setembro, incluindo um ato em Bruxelas, para protestar contra os cortes de custos na região. A ação coincidirá com uma reunião de ministros das Finanças da União Europeia. Os sindicatos podem também organizar greves ou protestos em outros países, disse a Confederação Europeia de Sindicatos Comerciais após reunião de seu comitê executivo.
Conforme os governos europeus se movem coletivamente para reduzir os gastos públicos, incluindo empregos, salários e aposentadorias, enquanto a economia europeia está frágil e vulnerável a uma nova recessão, a confederação irá se mobilizar para um resposta coletiva de sindicatos , disse em nota.
Privatizações
O governo grego anunciou que planeja realizar nos próximos três anos uma série de privatizações nas áreas de transportes, correios e águas para arrecadar para os cofres públicos em torno de 1 bilhão de euros (US$ 1,22 bilhão) anuais.
A decisão do governo é acelerar os procedimentos de privatizações desses setores para beneficiar o Estado afirmou o ministro das Finanças, George Papaconstantinou.
O anúncio de realizar uma série de privatizações é um chamado aos investidores da Grécia e do exterior , explicou o ministro, que não divulgou um calendário preciso para implementar o programa.
O governo da Alemanha concordou quarta-feira em ampliar a proibição a operações especulativas, expandindo as restrições a vendas a descoberto para incluir todas as ações.
O projeto de lei, que precisa passar pelas duas Casas do Parlamento, soma-se a regulações estabelecidas no mês passado pelo governo da chanceler Angela Merkel para coibir a especulação financeira, culpada pela Alemanha de intensificar a crise de dívida da zona do euro.
As vendas a descoberto inicialmente banidas somente para ações dos seus maiores bancos, bônus em euro e credit default swaps (CDS) envolvem vender ativos sem possuí-los ou tomar emprestado ativos subordinados na esperança de comprá-los de volta a um preço mais baixo.
O desemprego na Espanha voltou a cair em maio pelo segundo mês seguido, segundo dados divulgados quarta-feira pelo governo socialista, que anunciou que aprovará a reforma trabalhista em 16 de junho depois de adotar um duro plano de ajuste para reduzir o déficit.
A Espanha registrou em maio 76.223 desempregados a menos que em abril (1,84%), a segunda queda mensal consecutiva desse indicador, com um total de 4,066 milhões de pessoas sem trabalho, anunciou o Ministério espanhol de Trabalho, em um momento em que a economia começa a sair da recessão.
É um dado promissor e uma boa reforma trabalhista contribuirá para que se mantenha e se aprofunde declarou o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.