Dúvida em relação a Europa persiste e derruba bolsas

SÃO PAULO, 17 de maio de 2010 - Entre os principais índices acionários do mundo, prevalece o movimento vendedor. Diante de dúvidas sobre a economia europeia, os investidores seguem cautelosos. Além, disso, dados vindos dos Estados Unidos mostram que a economia da região está patinando, pressionando ainda mais o desempenho dos mercados.

No velho continente, persiste o temor de que o pacote de resgate europeu, de quase US$ 1 trilhão, possa não resolver a crise. Em meio a isso, durante o pregão asiático, a moeda atingiu o menor nível dos últimos quatro anos frente ao dólar. Com isso, os principais índices acionários da região encerraram a sessão de hoje sem definir tendência. O índice FTSE-100, de Londres, caiu 0,31%, aos 5.262 pontos, o DAX, de Frankfurt, ganhou 0,17%, aos 6.066 pontos e o CAC-40, de Paris, recuou 0,47%, aos 3.543 pontos.

Nos Estados Unidos foi revelado que a atividade industrial de Nova York caiu de 31,86 pontos em abril para 19,1 pontos em maio. Economistas esperavam que o índice ficasse em 30 pontos.

Por aqui, os investidores seguem atentos aos balanços corporativos, enquanto acompanham a cautela externa. Na sexta-feira, a Petrobras anunciou lucro líquido de R$ 7,7 bilhões referente ao primeiro trimestre de 2010, com alta de 23% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

E hoje a Ideiasnet informou que teve perdas de R$ 2,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra prejuízo de R$ 6 milhões em igual época de 2009.

Destaque também para o boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central (BC). Segundo o documento, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano é 6,30%.

No âmbito acionário, o Ibovespa segue em queda acentuada, recuando, há pouco, mais de 2%. Na renda fixa, os juros futuros operam sem definir tendência. Instantes atrás, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 11,07%. No câmbio, o dólar fechou a primeira etapa dos negócios em alta, vendido a R$ 1,82.

(Redação - Agência IN)