Diante disso, ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, caiu 3,14%, aos 5.262 pontos, o DAX, de Frankfurt, perdeu 3,12%, aos 6.057 pontos e o CAC-40, de Paris, recuou 4,59%, aos 3.560 pontos.
Na avaliação de Álvaro Bandeira, diretor da Ágora Corretora, os mercados viveram um dia de intenso desequilíbrio. "A desconfiança dos investidores persiste e isso só vai melhorar quando a situação se acalmar de vez. A principal dúvida se dá com a implantação dos programas de austeridade na Europa, que terão sérias dificuldades para serem implementados por conta das altas taxas de desemprego na região", explicou.
Além disso, foi veiculado na imprensa do velho continente que Nicolas Sarkozy, presidente da França, teria ameaçado deixar o euro. A informação foi negada pela presidência francesa. Para Bandeira, uma possível saída da França não seria simples. "É complicado deixar de usar o euro. Neste caso, a França teria que criar uma nova moeda e fazer diversas alterações em sua economia", pontuou.
A Itália anunciou hoje que também adotará medidas de austeridade fiscal. A correção orçamentária que deve ser aprovada em junho para levar o déficit a 2,7% em 2012 representa uma economia de US$ 25 bilhões (1,6% do PIB). Até o momento, se previa um ajuste de US$ 20 bilhões (1,2% do PIB).
Por fim, a crise na Europa também será tema da reunião dos ministros das Finanças dos sete países mais industrializados (G7), que acontecerá hoje.
(Humberto Domiciano - Agência IN)