Pelizzaro lembra que pesquisa feita no final do ano passado em seis grandes capitais, exceto São Paulo, revelou que 35% da inadimplência correspondia à falta de pagamento de faturas de cartões de crédito. "Depois que o Banco Central declarou sua incompetência para tratar do assunto, a solução é fazer uma regulação do setor pelo Poder Legislativo, a exemplo do que ocorre com as áreas mais importantes da economia", argumentou Pelizzaro.
Ele exemplificou que um comerciante gasta 4,5% dos seus custos com o sistema simplificado de pagamento de impostos das micro e pequenas empresas, o Supersimples, e, no entanto, paga 10% com o custo dos cartões. No sistema rotativo, não é só o consumidor que sofre oneração, mas também o comércio, disse o presidente da CNDL, para quem "é uma ilusão pensar que um pagamento com cartão não embute juros, onde a inadimplência sempre acontece no parcelamento de prazo maior, porque o risco é maior".
"O comerciante sempre embute o juro na divisão de parcelamentos, senão ele quebra", afirmou. O consumidor, por sua vez, tem mais facilidade de reduzir os preços quando paga à vista no varejo, pois, nas grandes lojas, isso não é possível, uma vez que a própria administração da redução de preços ficaria maior que o lucro. As informações são da Agência Brasil.
(Redação - Agência IN)