Após euforia, bolsas fecham sem tendência comum

SÃO PAULO, 11 de maio de 2010 - Passada a euforia dos investidores com o pacote de resgate europeu, os principais índices acionários mundiais terminaram a sessão desta terça-feira em direções opostas. Os temores em relação ao aperto monetário na China, já que os indicadores mostraram pressão nos preços e as preocupações com as medidas impopulares que os países europeus podem adotar para reduzir o déficit, disseminaram cautela nos mercados.

Com isso, as bolsas no continente europeu acabaram sem definir tendência. Acompanhando este movimento, as bolsas dos Estados Unidos finalizaram em direções opostas. Nem mesmo um indicador econômico melhor do que o mercado esperava conseguiu aliviar as tensões.

Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou o pregão em baixa de 1,09%.

E no Brasil, o Índice Bovespa replicou a cautela externa, marcando desvalorização de 1,57%. Na sessão vale ressaltar o comportamento das ações do setor de telecomunicações, que subiram após a Portugal Telecom rejeitar a oferta da Telefónica pela Vivo.

Ainda internamente, na renda fixa, os juros futuros finalizaram sem direção única. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 foi o mais negociado, apontando taxa anual de 11,12%. Enquanto que no câmbio, o dólar comercial encerrou em alta, vendido a R$ 1,78.

E por último, nas commodities, os preços do petróleo também não definiram tendência na sessão, com os agentes avaliando o pacote europeu.

(Redação - Agência IN)