O chefe da Lufthansa apelou para que se faça uso dos conhecimentos adquiridos durante os últimos dias: "a experiência das últimas semanas nos mostrou de forma implacável que, numa situação dessas, precisamos de um conceito europeu abrangente. Um espaço aéreo homogêneo europeu - o Single European Sky - é mais necessário do que nunca. Mas sua rápida introdução, sobre a qual se discute há décadas, continua sem perspectiva. Temos que progredir com rapidez, no interesse da Europa".
Estes assuntos deveriam começar a ser tratados imediatamente com os tomadores de decisão políticos e as autoridades nos mais altos níveis nacionais e da UE. Isto também inclui a questão dos custos de atendimento de milhares de passageiros durante vários dias no caso de uma catástrofe natural ou compensações correspondentes.
O chefe da Lufthansa enfatizou: "Não estamos pedindo subvenções; isto a Lufthansa nunca fez. O que temos em mente são procedimentos homogêneos em relação aos danos em toda a UE, flexibilizações uniformes no caso de taxas, ou alteração da data de entrada em vigor do Sistema de Comércio de Emissões da UE, prevista para 2012. Todos os dados nos quais se baseia este sistema ficaram totalmente embaralhados. Por isso, 2010 não é mais indicado como ano-base para o cálculo da concessão deste certificado".
Na ocasião, apresentou o resultado do exercício de 2009 aos acionistas: "O ano passado, com suas amplas consequências econômicas para a indústria da aviação civil, foi um dos anos mais difíceis de sua história. Tanto mais nos alegra que, em face destas circunstâncias, obtivemos resultado operacional positivo no valor de ? 130 milhões. O fato de conseguirmos melhorar nossa posição entre as concorrentes, apesar dos graves efeitos da crise financeira e econômica, mostra que o rumo estratégico que adotamos está correto. Nossa base financeira é sólida e nossas áreas de negócios se mantêm estáveis e amplas".
(Redação - Agência IN)