Nesse cenário, a tendência para o médio prazo, segundo eles, é a de que o real caia para a região de R$1,70. No entanto, "nossa previsão mudará caso o dólar supere a região de R$1,82", ressaltam os consultores com base nas concentrações do mercado.
Como causa para essas previsões, os consultores da Wagner Investimentos também citam o apetite dos investidores estrangeiros no lançamento de ações e na compra de títulos de dívida pública, que "continua forte", explicando que "entre as formas de diversificar reservas está a aquisição de participação em empresas no País, participação em investimentos ligados ao complexo de commodities e aplicação em títulos públicos locais a taxa de juros extremamente atrativa".
A previsão dos executivos da consultoria Wagner Investimentos leva em conta também o mercado global, que, nos últimos dias, elevou a aposta na valorização do iuane, fato que, quando ocorrer, deverá proporcionar uma valorização das moedas de países exportadores de commodities e um provável incremento nas reservas chinesas.
Somam a isso, os resultados apresentados pela China no mês de março, com um surpreendente déficit comercial de mais de U$7 bilhões, o primeiro em mais de 6 anos. Lembram que, por outro lado, a expectativa de valorização da yuan provocou uma forte entrada de fluxo, "com as reservas chinesas subindo a $ 22,5 bilhões em março, atingindo a casa dos U$ 2,5 trilhões".
Este incremento das reservas chinesas, para Milton Wagner e José Raymundo Faria Jr., forçará o país a diversificar a alocação das mesmas. "No passado, o euro foi o grande beneficiário deste movimento, entretanto, agora os países exportadores de commodities, deverão ser os mais beneficiados", estimam.
(MLC - Agência IN)