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Melhora na economia dos EUA eleva bolsas mundiais

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SÃO PAULO, 5 de abril de 2010 - O otimismo gerado por indicadores norte-americanos positivos contagiou as principais bolsas mundiais. A sinalização de que a economia dos Estados Unidos está progredindo, influenciou os negócios na sessão desta segunda-feira.

Diante disso, Wall Street encerrou o pregão em alta. O mercado reagiu ao dado de emprego dos Estados Unidos divulgado na sexta-feira (02). A taxa de desemprego no país ficou estável em 9,7% em março de 2010, enquanto que a economia abriu 162 mil postos de trabalho em relação ao mês anterior.

Outro fator que contribuiu com os ganhos foi a atividade no setor de serviços da região que registrou 55,4 pontos em março, ante 53 pontos em fevereiro. Com isso, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average avançou 0,43%, aos 10.973 pontos. O S&P 500 valorizou 0,79%, aos 1.187 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq teve acréscimo de 1,12%, aos 2.429 pontos.

Na Europa, devido ao feriado de Páscoa os índices acionários europeus não operaram.

Na Argentina, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires fechou com valorização de 3,19%, aos 2.449 pontos.

Por aqui, a bolsa brasileira acompanhou o ritmo externo e terminou com avanço de 0,22%, aos 71.289 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 5,269 bilhões. Os ganhos na sessão só não foram maiores devido as ações da Vale que caíram 0,32%. Os agentes repercutiram a informação de que a Associação de Ferro e Aço da China (CISA) acusou os grandes produtores mundiais de ferro de aproveitar uma situação de monopólio, o que pode gerar um boicote de dois meses.

Na renda fixa, as projeções de juros embutidas nos Certificados de Depósito Interfinanceiro (CDI) fecharam em baixa, com os investidores digerindo à decisão de Henrique Meirelles, de permanecer na presidência do Banco Central (BC). O DI com vencimento em janeiro de 2011, apontou taxa anual de 10,38%. No câmbio, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,34%, vendida a R$ 1,76.

E nas commodities, os preços do barril do petróleo terminaram com acréscimo no mercado internacional, com a divulgação de indicadores dos Estados Unidos refletindo a melhora na economia norte-americana. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em maio, teve o maior avanço desde os últimos 17 meses, de 2,1%, cotado a US$ 86,61 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, também com vencimento em maio, cresceu 2,1%, para US$ 85,80 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)