Segundo o consenso do mercado, a manutenção da taxa de juros nos Estados Unidos é dada como certa, direcionando a atenção dos investidores à visão do Fed (Fed, o banco central norte-americano) com relação à economia futura do país. O Fed divulgará a decisão às 15h15, horário de Brasília.
De acordo com Décio Pecequilo, operador sênior da TOV Corretora, "a expectativa pela reunião nos Estados Unidos interrompeu a terceira baixa consecutiva do Ibovespa e trouxe ânimo para o mercado, já que taxa de juros baixa indica expansão do consumo".
Além disso, segundo o operador, "os indicadores tímidos norte-americanos anunciados pela manhã não tiveram força para tomar conta das negociações nas bolsas". Hoje foi informado que a construção de novas moradias recuou 5,9% em fevereiro ante o mês anterior e que os preços dos importados caíram 0,3% na mesma base de comparação. Esta foi a primeira retração desde julho de 2009.
Já no cenário doméstico, também é aguardada a decisão da taxa básica de juros, Selic. Pecequilo aponta que há probabilidade de que o Banco Central (BC) amplie a taxa em 0,25 ponto percentual.
Ainda internamente, as commodities lideraram os ganhos do Ibovespa pela manhã devido à negociação entre as anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton e a brasileira Vale, pelos preços pagos pela China para o minério de ferro.
Instantes atrás, as ações preferenciais da Vale apresentavam alta de 1,60%, vendidas a R$ 47,45, enquanto que da Gerdau (PN) expandiam 2,20%, cotadas a R$ 27,82 e as ações ordinárias da Usiminas cresciam 1,94%, vendidas a R$ 57,39.
Ainda do lado das empresas, há otimismo pela divulgação na sexta-feira dos resultados da Petrobras. As ações da petrolífera subiam, há pouco, 0,71%, negociadas a R$ 37,03.
Já a MPX Energia informou hoje ter identificado recursos potenciais de 1,74 bilhão de toneladas de carvão na Colômbia. Momentos atrás, os papéis ordinários da empresa avançavam 1,98%.
(Sérgio Vieira - Agência IN)