Com isso, o Conselho de Administração aprovou, no dia 10 de março, o pagamento de um montante adicional de R$ 50,8 milhões sob a forma de dividendos. A proposta será levada à Assembleia-Geral, em abril, e, se aprovados, os dividendos deverão ser pagos em maio. A Cetip já havia distribuído R$ 15,8 milhões como juros sobre o capital próprio.
Para o diretor-geral da instituição, Luiz Fernando Fleury, os resultados em 2009 foram expressivos, principalmente em relação às atividades operacionais da companhia. Ele ressaltou que foram lançados diversos produtos durante o ano, seguindo o objetivo de acrescentar, cada vez mais, valor agregado aos serviços oferecidos ao mercado financeiro.
Segundo os dados do balanço, o Ebtida ajustado (lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação) alcançou R$ 140,8 milhões, com alta de 32,9% em relação a 2008; e a margem de Ebtida ajustada foi de 67,4% em 2009, superando os 64,1% apresentados em 2008.
A quantidade de registros foi 13,7% maior em 2009, em comparação com o ano anterior, e o número de transações subiu 26,8%. O volume médio diário processado alcançou R$ 44,1 milhões, com alta de 22,9%, e o volume de liquidação financeira cresceu 31,3%, totalizando R$ 6,7 bilhões no período.
O número de participantes aumentou 22,9%, somando, em dezembro, 9.109 instituições, entre bancos, corretoras e distribuidoras de valores mobiliários, fundos de investimento, companhias seguradoras, fundos de pensão, empresas não financeiras etc.
A oferta pública de ações (IPO) foi um marco para a empresa, iniciando sua negociação no Novo Mercado da BM&FBOVESPA, em outubro do ano passado. Na opinião de Fleury, para 2010, as perspectivas são positivas. "Nosso foco continua sendo manter nossa plataforma de serviços como a maior da América Latina. A missão da Cetip é ser a casa da renda fixa e dos derivativos de balcão do País", disse. Ele lembrou que serão lançados este ano novos produtos, como o sistema de Collateral Managment, com a utilização de ativos custodiados na Selic como garantia das operações; o registro dos contratos de derivativos no exterior; e de ativos como a Letra Financeira.
(Redação - Agência IN)