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PIB da construção em 2009 ainda não reflete recuperação

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SÃO PAULO, 12 de março de 2010 - Mais uma vez, os números do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos ao desempenho da construção civil no ano de 2009, não retrataram a visível recuperação das construtoras, avalia o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe.

Segundo o executivo, o IBGE calcula o desempenho do setor principalmente com base na produção física dos materiais de construção. De fato, a recuperação do desempenho desses insumos no segundo semestre não superou as perdas sofridas no primeiro semestre, decorrentes da brusca retração da demanda ocorrida como consequência da crise financeira.

Vale ressaltar que a produção física dos materiais de construção declinou no início de 2009 principalmente devido à queda nas exportações, aos estoques elevados de materiais e à diminuição dos projetos das famílias de autoconstruir ou reformar. Hoje, esse segmento da indústria dá sinais de vigorosa recuperação, com o consumo de cimento em patamar acima do registrado no mesmo período do ano passado.

"O declínio da produção dos materiais explica porque, no cálculo do IBGE, o PIB da construção civil acabou sofrendo uma queda de 6,3% em 2009, mesmo com o crescimento de 2,5% do setor registrado no último trimestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior", disse Watanabe.

"Contudo, quando o IBGE calcular as outras variáveis, principalmente o valor adicionado gerado pelas construtoras, certamente o desempenho do setor terá sido melhor. Na estimativa do SindusCon-SP, a construção deve ter crescido perto de 1% em 2009. E poderá atingir uma expansão de cerca de 9% em 2010", completou o presidente do SindusCon-SP.

Watanabe destacou que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede a taxa de investimentos no país, apresentou crescimento de 6,6% no quarto trimestre de 2009 em relação ao terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre de 2008, o crescimento foi de 3,6%. "São sinais que confirmam a retomada dos investimentos na construção", finaliza.

(Redação - Agência IN)