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Na ausência de indicadores taxas dos DIs se ajustam

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SÃO PAULO, 12 de março de 2010 - As projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam em alta no curto prazo e leve queda nos vencimetntos mais longos. Há pouco, o DI com vencimento em janeiro de 2011 projetava taxa anual de 10,54%, ante 10,52% do ajuste da véspera.

Em dia de agenda interna fraca os agentes financeiros avaliam o nível de emprego na indústria brasileira que registrou acréscimo de 0,3% em janeiro deste ano. No mês anterior, o indicador recuou 0,6%.

A inflação segue na pauta dos negócios no mercado de renda fixa, pois, cada vez mais os agentes financeiros avaliam a necessidade de aumento na taxa Selic, fixada em 8,75% ao ano. No entanto, o mercado segue dividido entre as reuniões de março e abril para a data de início do ciclo de aperto monetário.

Para André Perfeito, economista da Gradual Investimentos, o colegiado do Banco Central (BC) deve iniciar o aperto monetário na próxima semana para ancorar as expectativas de inflação. "Quanto mais tempo passa, mais caro - e difícil - será controlar as expectativas", comenta.

Vale ressaltar que os mercados financeiros globais seguem voláteis, porém, com os preços dos ativos financeiros dentro de patamares previsíveis e relativamente estáveis, alternando o viés positivo com o negativo, na medida em que os números e as notícias econômicas apontem para um cenário de curto prazo mais ou menos promissor. "Essa tendência deve prosseguir ao longo de todo este ano", avalia Miriam Tavares da AGK corretora.

Nos Estados Unidos as vendas no varejo tiveram expansão de 0,3% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. O resultado superou as estimativas dos analistas que previam aumento de 0,1%.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)