Para o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, o aumento dos juros nas operações de crédito, que ainda não refletem a elevação dos compulsórios efetuada pelo Banco Central (BC) no final de fevereiro podem ser atribuídas a dois fatores: Expectativa do mercado financeiro com uma provável elevação da Selic em virtude da demanda aquecida que vem pressionando os índices de inflação. Piora nos mercados internacionais por conta de turbulências das economias na zona euro (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) provocando incertezas quanto à capacidade destes países poderem reduzir seus endividamentos e seus déficits fiscais o que provocou um aumento dos juros futuros.
De acordo com o levantamento da Anefac, a taxa de juros média geral para pessoa física passou de 6,87% em janeiro, para 6,92% em fevereiro. Já para pessoa jurídica, a taxa passou de 3,65%, para 3,69%, respectivamente.
Ainda segundo a pesquisa, na modalidade de empréstimo pessoal dos bancos, a taxa passou de 4,88% para 4,92% ao mês, enquanto nas financeiras o juro passou de 10,12% para 10,20%.
Já a taxa de juros do comércio passou de 5,79% para 5,84% ao mês. No Crédito Direto ao Consumidor (CDC) dos bancos, a taxa mensal foi alterada de 2,43% para 2,47% e no cheque especial a taxa subiu de 7,32% para 7,38% ao mês. No cartão de crédito a taxa foi alterada de 10,66% para 10,69% ao mês.
Para as empresas, a taxa mensal para capital de giro passou de 3,12% para 3,14% ao mês; a do desconto de cheque passou de 3,24% para 3,27%; no desconto de duplicata a taxa subiu de 3,19% para 3,24% ao mês. Na conta garantida, o juro ficou em 5,10%, ante 5,03% do mês passado.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)