Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - As regras para a criação de um novo tipo de prestador de telefonia celular, conhecido como operador virtual, devem ser fechadas ainda no primeiro semestre deste ano, informa a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em audiência pública quinta-feira, em Brasília, o gerente de regulamentação de serviços móveis da agência, Bruno Ramos, disse que a área técnica deve encaminhar a proposta final ao conselho diretor até junho.
O operador virtual vai atrair pequenas empresas segmentadas e grandes magazines que queiram fidelizar seus clientes, assim aposta a Anatel. O novo prestador vai contratar com as grandes empresas de telefonia a capacidade de trafegar as ligações telefônicas e vender os serviços de celular no varejo.
Serão dois modelos de operador virtual, segundo a proposta que está em consulta pública. Pelo primeiro modelo, o operador seria mais vinculado à empresa de telefonia, podendo usar, além das redes, outras estruturas, como faturamento e call center. Neste caso, o celular não é o negócio principal da empresa.
No segundo modelo, o operador virtual recebe uma autorização da Anatel e tem funções semelhantes às de uma operadora convencional, tendo que cumprir obrigações definidas pela agência. Deverá interessar mais a pequenos investidores, que alugarão as frequências das grandes operadoras para atender a nichos de mercado, como uma empresa específica ou locais no interior do país.
A proposta ficará em consulta pública até o dia 22 de março, quando os interessados poderão apresentar sugestões para mudança nas regras sugeridas pela agência. O engenheiro da Oi, José Carlos Piccolo, disse que a empresa vai solicitar uma ampliação no prazo de consulta pública.
O gerente-geral de comunicações pessoais terrestres da Anatel, Nelson Takayanagi, disse que, com o operador virtual, as empresas de telefonia celular passariam a investir mais na construção de redes, deixando os investimentos na ponta para os parceiros. "Vão deixar o varejo para quem entende de varejo, de canal de distribuição, de hábito dos usuários", afirmou. Hoje, há 175,6 milhões de celulares no país. As maiores companhias são Vivo, Claro, TIM e Oi.
Com agências