Pela manhã a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) registrou inflação de 0,95% no primeiro decêndio de março deste ano, contra 0,98% no mesmo período do mês anterior. O resultado veio acima da mediana das expectativas (0,90%), destaque para a aceleração dos preços dos produtos agropecuários (2,27% contra -0,88%). Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostrou arrefecimento devido ao fim das pressões sazonais dos grupos transportes e educação, enquanto os alimentos seguem em alta.
No campo de atividade, a produção industrial brasileira registrou alta de 1,1% em janeiro deste ano, na comparação com o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a atividade cresceu 16%.
Além da agenda doméstica os agentes financeiros avaliam a saída do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. De acordo com a revista Isto É Dinheiro, o presidente do BC deve deixar o cargo dia 31 de março, podendo ser vice na Chapa da candidata Dilma Rousseff, ou então concorrer à uma vaga no Senado ou como candidato à Governador.
O primeiro ponto a ser avaliado é o seu substituto, sendo mais cotado o atual diretor de Normas do BC, Alexandre Tombini, funcionário de carreira do BC e bastante técnico, porém com um perfil um pouco diferente da ortodoxia monetarista esperada pelo mercado, tendo simpatia pelas idéias da Fazenda e fazendo parte da ala menos conservadora do grupo. Apesar do seu perfil, à princípio, menos rigoroso, sua postura nas reuniões é equilibrada, focando sua decisão nos riscos inflacionários e no comprometimento com as metas, sendo portanto um nome já esperado e que não deverá causar nenhum tipo de estresse no mercado financeiro.
Segundo Inês Filipa, economista da ICap Brasil, apesar das incertezas sobre a permanência de Meirelles na instituição, os agentes de mercado avaliam a notícia com certa cautela, mas sem gerar volatilidade e impor prêmios nos ativos de risco, acreditando que o tripé metas de inflação, câmbio flutuante e política fiscal rigorosa será mantido por qualquer partido que vença.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)