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Inflação segue na mira dos investidores

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SÃO PAULO, 9 de março de 2010 - A inflação segue na pauta dos negócios no mercado de renda fixa, pois, cada vez mais os agentes financeiros avaliam a necessidade de aumento na taxa Selic, fixada em 8,75% ao ano. Na BM&FBovespa os prêmios embutidos nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apontam estabilidade no curto prazo e leve queda nos vencimentos mais longos. O DI com vencimento em janeiro de 2011 projeta juro de 10,39%, mesmo do ajuste anterior. Janeiro de 2013 indica taxa anual de 11,85%, ante 11,89% do ajuste anterior.

Nesta manhã foi divulgado o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP), que teve leve desaceleração de 0,61% na primeira quadrissemana de março, inferior ao índice do mês de fevereiro, que foi de 0,74%.

O resultado do IPC veio abaixo da mediana das expectativas, refletindo o menor impacto da alta dos grupos educação e transportes. Na ponta oposta, os alimentos mostraram aceleração, taxa de 1,20%.

Para André Perfeito, economista da Gradual Investimentos, o colegiado do Banco Central (BC) deve iniciar o aperto monetário na próxima semana para ancorar as expectativas de inflação. "Quanto mais tempo passa, mais caro - e difícil - será controlar as expectativas", comenta.

Ainda segundo Perfeito, num ambiente de aceleração econômica a combinação de expectativa de inflação em alta com recuperação da atividade e renda em elevação pode ser perigosa. "Seria um movimento elegante por parte de Comitê de Política Monetária (Copom) aumentar os juros já na próxima reunião, isto jogaria água fria na fervura dos preços esperados, mostrará a independência da instituição e terá o bônus de evitar - possivelmente - que o aperto monetário avance durante o período eleitoral", avalia.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)