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Inadimplência do consumidor cai 2,2% em fevereiro

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SÃO PAULO, 9 de março de 2010 - Mesmo com as compras facilitadas do Natal e as pressões das despesas de início de ano, como IPVA e IPTU, o crescimento da economia está contribuindo para que os pagamentos dos consumidores sejam honrados. Segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, o indicador registrou queda de 2,2% em fevereiro na comparação anual, representando o maior recuo para esta relação entre os meses de fevereiro, desde 2004.

Na relação mensal, a inadimplência apresentou queda de 3,1%. Segundo os economistas da Serasa Experian, o consumidor que ficou desempregado durante a crise e recuperou seu emprego no segundo semestre de 2009 buscou cautela em seus gastos. O retorno do crédito e a renegociação de dívidas também estão promovendo um fôlego no orçamento.

A queda da inadimplência do consumidor em fevereiro foi decorrente do recuo de 4,6% na inadimplência nos cartões de crédito e financeiras, que contribuiu com 1,5 ponto percentual no declínio de 3,1% registrado pelo indicador. Em seguida, ambas com contribuição negativa de 0,7 ponto percentual, estão as devoluções de cheques sem fundos e as dívidas não honradas junto aos bancos com quedas de 4,2% e 1,4%, respectivamente. Por último, os títulos protestados apresentaram recuo de 13%, o que representou contribuição de -0,3 ponto percentual na queda agregada do indicador.

No acumulado do ano, a inadimplência caiu 5,3%, representando o maior percentual de queda nessa relação, desde 2000. A comparação entre duas conjunturas econômicas distintas, a atual com forte crescimento da economia, aumento do emprego e evolução da renda, e a do início de 2009, com um dos momentos mais críticos da crise, com a inadimplência em alta (4,5%), possibilitou uma menor inadimplência do consumidor neste ano.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a perspectiva é de que a inadimplência do consumidor continue em queda por, pelo menos, todo o primeiro semestre de 2010, coerente com o bom cenário econômico, a geração de empregos e a evolução da renda.

(Redação - Agência IN)