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Brasil criaria um guerra por mercados, diz Financial Times

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SÃO PAULO, 9 de março de 2010 - O Brasil (assim que autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC)) tratou de aumentar as tarifas sobre uma vasta gama de produtos norte-americanos na segunda-feira, podendo inflamar uma guerra comercial com os Estados Unidos devido aos subsídios ao algodão, depois de oito anos de litígios, informou matéria do periódico norte-americano Financial Times.

A retaliação brasileira aos produtos do país poderia incitar uma guerra de mercado entre as duas nações, segundo a publicação. Entre os produtos retaliados, encontram-se metanol, paracetamol, produtos de beleza, leitores de códigos de barras, fones de ouvido, óculos de sol, motores para barcos, agulhas e veículos de até mil cilindradas (este último com aumento da alíquota em 50%).

O secretário de comércio dos Estados Unidos, Gary Locker, e o deputado e conselheiro para assunto relativos ao comercio exterior devem desembarcar no Brasil nesta terça-feira, para discussões a respeitos das retaliações e da disputa pelo mercado de algodão, informou o jornal.

A retaliação autorizada pela OMC é uma resposta aos subsidios norte-americanos aos produtores de algodão, o que torna o preço do produto mais barato e retira mercado e possibilidades de competição leal de países como o Brasil que produz com custo mais barato sem a necessidade de subsidiar suas colheitas. O País foi autorizado a retaliar em US$ 591 milhões (ou R$ 1.052.925.600,00), valor apontado pela OMC como o prejuízo gerado anualmente com a prática dos Estados unidos.

Após a publicação, a retaliação tem o prazo de 30 dias para entrar em vigor.

(Sérgio Vieira - Agência IN)