O ICC é composto por dois sub-índices: Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), que mede a perspectiva do consumidor em relação ao presente, e o Índice de Expectativa ao Consumidor (IEC), que avalia a sua perspectiva quanto ao futuro. Neste mês, o otimismo dos paulistanos acima de 35 anos puxou a elevação do ICEA, chegando a 158,7 pontos em fevereiro ante 152,6 em janeiro, alta de 4%. No segmento de 35 anos ou mais, o ICEA cresceu 5,2%, ao chegar em 158,2 pontos.
O ICEA está diretamente ligado à percepção que o consumidor faz em termos de emprego e renda e, no plano mais imediato, são essas variáveis que condicionam a confiança elevada do consumidor, afirma Thiago Freitas, economista da Fecomercio. Já o resultado dos consumidores com menos 35 anos indicou uma variação positiva de 1,6%, atingindo 159,1 pontos.
Já o IEC, apesar de ter apresentado uma ligeira queda de 2,1%, permanece no patamar de otimismo com 159,3 pontos. Esta variação pode ser considerada como um natural ajuste de confiança. O único segmento que alcançou variação positiva neste mês foi o de consumidores com renda superior a 10 salários mínimos, com alta de 1,1%, permanecendo em um patamar de otimismo bastante elevado de 172,1 pontos. Por outro lado, no corte por faixa etária, aqueles consumidores com 35 anos ou mais apresentaram uma percepção negativa em termos de confiança em relação à expectativa futura, apresentando uma variação negativa de 3,6% (156,8 pontos).
Os dados dos dois sub-índices do ICC apontam que o consumidor elevou sua percepção positiva em relação ao presente e faz ajustes menos otimistas em relação à expectativa futura. "Ainda assim ambos indicadores estão em patamares muito elevados o que pode sugerir uma expectativa otimista e talvez exagerada para os próximos meses", avalia o economista.
(Redação - Agência IN)