SÃO PAULO, 3 de fevereiro de 2010 - O ambiente de negócios evoluiu em relação ao ano passado, mas as companhias ainda estão inseguras quanto à recuperação econômica, segundo pesquisa da consultoria Ernst & Young. O estudo foi realizado com altos executivos de 900 das maiores companhias globais.
Em janeiro do ano passado, o estudo Opportunities in Adversity, sobre as estratégias prioritárias para 2009, mostrou que três quartos das empresas estavam focadas em sobreviver à crise e que o crescimento exponencial havia deixado de encabeçar a lista de suas principais preocupações, contra apenas 19% que pretendiam tirar proveito da recessão para criar novas oportunidades de negócios.
Já a nova síntese da conduta corporativa evidencia que no encerramento de 2009 o percentual de interessados em busca de oportunidades com a crise já havia crescido para 34% entre os pesquisados. A preocupação com a proteção de ativos, em contrapartida, caiu de 40% para 15% das companhias no período. Mas mais da metade das companhias (53%) acreditam que sobreviver a 2010 ainda será um desafio.
Passada a crise, as corporações voltaram suas atenções para quando poderão recuperar as perdas. Aproximadamente um terço das empresas mostrou um retorno no crescimento nos seis meses posteriores a crise, outro terço acredita que isso ocorrerá apenas no inicio de 2011 e o restante acredita que não retornará ao mesmo patamar antes de dois anos.Três quartos dos pesquisados disseram que suas organizações pretendem poupar parte das finanças em 2010 para garantir um crescimento mais eficiente.
64% dos respondentes visam otimizar os mercados em que atuam, via entrada em novas regiões, novos produtos e novos canais, e por meio da revitalização do modelo de negócios (64%), com novas idéias a respeito de estrutura organizacional, competências centrais para os negócios e novas formas de colaboração entre os negócios. Os entrevistados também demonstraram acreditar que acelerar o processo de tomada de decisão e execução (63%) e fortalecer a equipe de gestão (62%) é critico para incrementar as chances de sucesso.
Outra conclusão interessante diz respeito às perspectivas de crescimento, independentemente do acesso ao crédito. Exatamente metade das corporações concordou com a afirmação de que o acesso restrito ao capital vai continuar a reprimir suas expectativas de crescimento no próximo ano, ainda que uma significativa minoria (30%) tenha dito que pretende adotar uma postura agressiva orientada ao crescimento, uma vez que a demanda dos mercados está crescendo.
49% das corporações revelaram que pretendem buscar o crescimento de acordo com as oportunidades, uma vez que as perspectivas de recuperação permanecem incertas. Os restantes disseram que seu foco estratégico permanecerá sobre o controle de custos até a melhora dos mercados.
(Redação - Agência IN)