Classe C ganha apólice para viagens de ônibus

Adriana Diniz, Jornal do Brasil

RIO - O aumento do número de turistas da classe C levou as empresas Solutions Seguros e Coris Corporate Travel Assistance a criar um seguro viagem voltado para este público. O produto é destinado a pessoas que usam via rodoviária e inclui serviços como assistência médica, odontológica, reembolso com medicamentos e cobertura por morte ou invalidez.

Segundo Cláudio Bortoli, diretor Geral da Solution Seguros, o principal diferencial entre a apólice rodoviária e outros seguros nacionais oferecidos pelo mercado é o preço: o produto custa R$ 1,90 por dia de viagem, válido em todo o território nacional.

É um serviço importante, que deve começar a ser inserido na cultura desse turista. Para atender a esse público, era preciso oferecer um produto com melhor custo-benefício ressalta Bortoli.

Para chegar a um preço mais acessível, foram retirados alguns serviços que não poderiam ser usados pelos turistas rodoviários, como localização e indenização de bagagem extraviada problema mais comuns em aeronaves e já segurado pelas empresas de ônibus e reembolso de despesas por atraso ou cancelamento de voos. O seguro rodoviário para uma viagem de cinco dias custa R$ 9,50, enquanto coberturas nacionais comuns, para o mesmo período, variam de R$ 25 a R$ 50.

O seguro rodoviário só pode ser feito pelo site www.transportal.com.br (que reúne serviços das rodoviárias Novo Rio, de Niterói e de Angra dos Reis), com pagamento apenas em cartão de crédito, o que pode atrapalhar o objetivo de alcançando o público de classe C. Segundo Bortoli, a empresa já estuda a possibilidade de oferecer pagamento por boleto bancário.

Órgãos de defesa do consumidor alertam: quem tem plano de saúde com cobertura nacional ou seguro de vida deve primeiro checar se há realmente necessidade de se adquirir outra apólice. Muitos planos de saúde já oferecem assistência médica em outras cidades, repatriação e até assistência para localização de bagagem extraviada. Quem tem seguro de vida, por exemplo, já está coberto em casos de morte ou invalidez.

O consumidor precisa se certificar de que não irá pagar duas vezes pela mesma coisa explica Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).