Emprego tem pior saldo em seis anos

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Depois de dez meses de geração líquidas de vagas, houve fechamento de 415.192 empregos com carteira assinada no mercado de trabalho brasileiro em dezembro. Isso reduziu o saldo de criação de postos em 2009 para o pior resultado em seis anos.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, houve a geração líquida de 995.110 empregos no ano passado o pior resultado desde as 645.433 vagas criadas em 2003.

Já fazia parte da expectativa de analistas um saldo negativo em dezembro, além de ser esta a previsão do próprio ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, por questões sazonais. Mas o número foi pior que as estimativas. Lupi calculava o fechamento de cerca de 300 mil postos.

De acordo com o Ministério, historicamente, o Caged registra perda de vagas em dezembro, por efeitos sazonais de entressafra agrícola, fim do ciclo escolar e encerramento dos contratos de trabalho temporários assinados ao longo do ano.

Dezembro sempre apresenta saldo negativo, e este ano houve um esvaziamento depois de quatro meses gerando empregos acima da média histórica afirmou Lupi, que não esperava uma queda tão grande.

Os dados do Caged surpreenderam para baixo, especialmente considerando a indicação do ministro do Trabalho citou Diego Donadio, analista sênior do BNP Paribas. É um número muito inferior à média trimestral até novembro, de 220 mil empregos criados.

Na visão de Marcelo Salomon, economista-chefe do Barclay Capital no Brasil, mais do que riscos para a recuperação brasileira, os dados apontam moderação do crescimento.

Em dezembro, a indústria foi o setor que mais demitiu com a perda de 166.040 vagas. O único setor que contratou foi o comércio, com 10.598 novos postos. No ano, o destaque de contratações foi o segmento de serviços, seguido pelo comércio e pela indústria. A agricultura foi o único setor a registrar demissões no acumulado de 2009.

Com agências