ASSINE
search button

Com valorização das commodities Ibovepa sobe 0,61%

Compartilhar
SÃO PAULO, 18 de janeiro de 2010 - Sem o referencial de Wall Street, o principal índice acionário da BM&FBovespa manteve-se firme em terreno positivo, com a ajuda da valorização das commodities no mercado internacional. Ao final dos negócios, o Ibovespa registrou avanço de 0,61%, aos 69.400 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 9,80 bilhões, lembrando que o exercício de contratos de opções sobre ações movimentou R$ 5,25 bilhões.

"A bolsa brasileira operou atrelada ao mercado europeu, devido ao feriado nos Estados Unidos. O bom desempenho das bolsas europeias ajudou na recuperação do Ibovespa", explicou Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin, ressaltando que o Índice Bovespa teve movimento negativo nos últimos dois pregões.

Por aqui, o movimento foi sustentado pela alta dos papéis de empresas ligadas a commodities. As ações preferenciais da Vale subiram 1,21%, cotadas a R$ 46,70, enquanto que as da Petrobras avançaram 2,23%, vendidas a R$ 36,55, caminhando na mesma direção que as cotações do petróleo no mercado internacional.

Ainda no setor de commodities, os papéis ordinários na MMX Mineração e Metálicos registraram acréscimo de 2,05%, negociadas a R$ 14,90. No mesmo sentido, as ações ordinárias da Fibria ganharam 2,81%, aos R$ 36,50.

Por sua vez, o segmento de telecomunicações também seguiu movimentado. As ações ordinárias da Telemar (Oi) ficaram no destaque de baixa do Ibovespa, seguida pelas preferenciais da Brasil Telecom, com queda de 2,91% e 2,61%, respectivamente.

A desvalorização ocorre após notícia de que o processo de incorporação de ações da Brasil Telecom (BrT) pela Oi foi interrompido, uma vez que a relação de substituição proposta não considerava os efeitos do ajuste contábil.

Na ponta oposta, os papéis preferenciais da Vivo (+2%) e da TIM (+2,32%) tiveram dia de alta, com os investidores trocando de ativos dentro do setor.

Ainda internamente, os agentes acompanharam os números do boletim Focus. Segundo o documento, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 passou de 5,20%, para 5,30%. Já a projeção para a taxa básica de juros (Selic) deste ano subiu para 11,25%.

(Micheli Rueda - Agência IN)