Dólar sobe impulsionado por quadro externo desfavorável

SÃO PAULO, 7 de janeiro de 2010 - Os investidores intensificaram a cautela e o viés negativo prevaleceu sobre os negócios nesta quinta-feira. O dólar oscilou entre as pontas de R$ 1,736 e R$ 1,747 até fechar vendido a R$ 1,745, em alta de 0,52%.

Além do clima de pessimismo instaurado nos principais mercados mundiais, após o gigante asiático, a China, elevar a taxa de juro de seus títulos de três meses pela primeira vez desde meados de agosto, as compras do Banco Central (BC) em dia de pouca liquidez, ajudou a pressionar as cotações. A autoridade monetária fixou taxa de corte de R$ 1,7411.

Com o movimento, o BC chinês intensificou sua fiscalização da liquidez, um dia depois de ter prometido manter o crescimento do crédito controlado. A medida, que foi acompanhada pelo maior recolhimento semanal de dinheiro do mercado aberto em 11 semanas, levantou preocupações no mercado de que o BC possa estar perto de usar medidas mais impactantes para conter o crescimento e a inflação, como aumento do juro básico.

Além disso, notícias desfavoráveis na Europa e a expectativa pela relatório de emprego nos Estados Unidos, com os dados do payroll, sustentaram o menor apetite por risco. Na zona do euro, as vendas no varejo tiveram queda de 1,2% e na União Europeia, recuaram 0,8% em novembro deste ano. Neste sentido, na Alemanha, o comércio varejista também caiu mais do que o esperado, ao recuar 1,1% em termos anuais.

A aguardada decisão da política monetária do Banco da Inglaterra não trouxe novidades, com a manutenção da taxa básica de juro em 0,5% ao ano e do programa de ? 200 bilhões para a compra de ativos, que visa injetar liquidez no sistema financeiro.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)