Indicadores desfavoráveis na Europa e notícias da Ásia comprometem o apetite por risco. Na zona do euro, o comércio varejista recuou 1,2% em novembro, na comparação com outubro, ante expectativa de estabilidade, enquanto que a confiança do consumidor e do setor industrial registraram queda em dezembro. Na Ásia, a perspectiva de aperto monetário ao longo deste ano e medidas mais duras do governo da China para conter o crescimento recorde dos empréstimos bancários sustentam os ajustes de posições defensivas. Em Wall Street, os pedidos semanais por seguro-desemprego aumentaram em um mil na última semana, para 434 mil.
Na visão de alguns analistas, as preocupações com um possível aumento de juros na China foram reforçadas depois que o banco central do país elevou a taxa interbancária das notas de três meses pela primeira vez desde agosto. No entanto, segundo alguns especialistas, a ação não deve ser vista como um aperto, mas sim como uma acomodação da política monetária.
"Sinais de crescimento mais robusto e auto sustentáveis e a volta de variações positivas dos preços reforçam a aplicação da estratégia de saída na área monetária", destaca um operador.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)