À espera de payroll, Ibovespa cai pela 1º vez no ano

SÃO PAULO, 7 de janeiro de 2010 - Após renovar a pontuação máxima pela terceira vez consecutiva na sessão de ontem, a terceira do ano, e oito pregões seguidos com ganhos, o principal índice acionário da BM&FBovespa opera em queda desde o início da sessão desta quinta-feira. Á espera de indicadores de peso sobre o mercado de trabalho norte-americano, previstos para esta sexta-feira, os investidores agem com cautela e realizam lucros. Há pouco, o Ibovespa recuava 0,48%, aos 70.392 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 2,408 bilhões.

A cautela também toma conta dos negócios mundo afora. Nos Estados Unidos, apesar de hoje ter sido revelado que os novos pedidos de auxílio-desemprego (initial claims, em inglês) aumentaram em 1 mil pedidos na semana encerrada dia 2 de janeiro, abaixo do estimado por analistas, os índices acionários registram perdas. O movimento também influencia negativamente o desempenho dos negócios na bolsa brasileira.

As ações das blue chips Vale e Petrobras garantem a queda do Ibovespa. Instantes atrás, Vale (PNA) recuava 0,28% e Petrobras (PN) tinha queda de 0,93%. Os preços do petróleo no mercado internacional, que registram queda pela primeira após dez dias de ganhos, pressionam para baixo as ações da Petrobras.

Já as mais desvalorizadas da sessão são Cosan (ON), com queda de 5,21% (a maior baixa em três semanas); MRV (ON), com retração de 3,99%; Net (PN), com baixa de 3,69% e Natura (ON), com variação negativa de 3,09%.

No sentido oposto, destaque para o setor de varejo. Estão entre as maiores altas do Ibovespa as ações ordinárias das Lojas Renner, com valorização de 1,66%, seguida pelos papéis preferenciais das Lojas Americanas, com expansão de 1,48%.

No cenário interno, os agentes financeiros acompanham os dados sobre a indústria automotiva, divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). De acordo com a instituição, a produção de veículos em 2009 teve queda de 1%, na comparação com o ano anterior. Já o número de veículos licenciados no ano avançou 11,4%, na mesma base de comparação.

(Carina Urbanin - Agência IN)