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Perspectivas para atividade doméstica melhora, aponta Copom

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SÃO PAULO, 17 de dezembro de 2009 - A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de reuniões realizadas em 8 e 9 de dezembro, apontou que as perspectivas para a evolução da atividade econômica doméstica continuaram mostrando melhora desde a última reunião do colegiado.

De acordo com documento, o crédito seguiu apresentando sinais de recuperação, em especial referente aos empréstimos pessoas física. Além disso, a confiança dos consumidores e dos empresários também mostra sinais consistentes de recuperação.

"Os dados mais recentes sobre a atividade econômica no país parecem corroborar a avaliação de que as influências contracionistas da crise financeira internacional sobre o dinamismo da economia doméstica e, consequentemente, sobre o contexto no qual atua a política monetária, poderiam se mostrar persistentes, mas não seriam permanentes. Essas ponderações tornam-se ainda mais relevantes quando se leva em conta que as decisões correntes de política monetária terão impactos concentrados em 2010", ponderou em comunicado.

O colegiado ressaltou que a projeção de inflação para 2009 elevou-se, situando ao redor do valor central da meta para a inflação, de 4,5%. Para 2010, no cenário de referência, a projeção também elevou-se em relação ao valor considerado na reunião de outubro, mas permanece em torno do valor central da meta, enquanto no cenário de mercado a projeção permaneceu estável.

"O Copom avalia que a probabilidade de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação segue sendo limitada. A moderação das pressões da demanda doméstica sobre o mercado de fatores deve, ao menos no curto prazo, contribuir para conter o risco de repasse de eventuais pressões de alta dos preços no atacado para os preços ao consumidor", apontou a ata.

De acordo com documento, a projeção para o reajuste no preço da gasolina, para o acumulado de 2009, se elevou de 0% considerado na reunião de outubro para 1,9%, enquanto a projeção para o reajuste no preço do gás de bujão avançou de 11,2% para 13,4%, para o mesmo período. Para 2010, projeta-se variação nula nos preços da gasolina e do gás de bujão.

Em relação ao reajuste das tarifas de telefonia fixa e de eletricidade para o acumulado de 2009, a primeira subiu para 0,9%, ante um percentual de 0,3% considerado na reunião de outubro. Na mesma direção, a de energia passou de 4,8% para 5,2%. Para 2010, as projeções de reajuste das tarifas de telefonia fixa e de eletricidade são, respectivamente, de 1,6% e 3,3%.

Nesta reunião realizada no início deste mês, a autoridade monetária optou pela manutenção da taxa Selic, em 8,75% ao ano. "Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade remanescente dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica", justificou o Comitê.

(Redação - Agência IN)