Segundo Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP, apesar das dificuldades enfrentadas em 2009, deve ser destacado o otimismo das MPEs: "As expectativas dos empresários são de recuperação do faturamento nos próximos meses. Se essas perspectivas se confirmarem, as micro e pequenas empresas deverão contribuir para o crescimento da economia em 2010".
"Os negócios de micro e pequeno porte são parte relevante da economia, representando 98% dos estabelecimentos e cerca de dois terços das ocupações do setor privado paulista", lembra Tortorella.
Neste ano, o impacto da crise financeira internacional no Brasil foi menor que nas chamadas economias avançadas, como os EUA e os países da Europa Ocidental, onde são projetadas quedas expressivas no Produto Interno Bruto (PIB).
O desempenho da economia brasileira vem sendo sustentado pelo crescimento do mercado interno, devido à manutenção do poder aquisitivo da população. O controle da inflação colabora para esse fato. Nesse quadro, dado o perfil de seu universo, as MPEs deverão acompanhar a tendência geral da economia brasileira.
É provável que os setores mais ligados ao mercado interno e cujo consumo dependa mais da renda do que do crédito continuem "puxando" a retomada, como os de comércio e serviços prestados ao consumidor. "As atividades industriais, os fornecedores que dependem fortemente da indústria e as atividades ligadas à exportação tendem a apresentar uma trajetória de recuperação mais lenta", explica Pedro João Gonçalves, consultor do Sebrae-SP e coordenador da pesquisa.
(SSB - Agência IN)